As Ameaças Cibernéticas do Amanhã

Foto para matéria do Rodrigo - blog

O ano de 2018 começou com a promessa de um massivo número de ataques cibernéticos no mundo. E não poderia ser diferente, as eleições presidenciais no Brasil e a Copa do mundo de futebol na Rússia são dois exemplos de eventos que instigam e promovem a manifestação de vírus na Internet pelos hackers.
A crescente onda de ataques de grandes proporções no ano passado demonstrou que empresas e cidadãos não estão protegendo os seus ativos digitais adequadamente ou, pior, assumiram um nível de risco de segurança digital que não conseguem prever e solucionar em tempo hábil.

Logo, os efeitos são danos irreversíveis e altamente custosos.

Na área de segurança cibernética, um vírus algorítmico sempre foi um agente indesejado. E não há atualmente medidas que excluam a sua existência no universo digital.

A questão enfática é que hoje os meios de propagação estão ao alcance de qualquer pessoa, seja por e-mail ou download de um arquivo, um aplicativo ou software, a propagação do agente malicioso é iminente e realizada na maioria das vezes na camada over the top da Internet, favorecendo, assim, a sua disseminação em larga escala.

Nos últimos três anos, o potencial lesivo de malwares como o WannaCry, Bad Rabbit e o Mirai em face dos ativos digitais sensíveis ou críticos de corporações e governos tem causado um enorme desconforto, colocando em dúvida o nível de segurança da informação que estamos vivendo no ecossistema da Internet.

Um overview das ameaças cibernéticas, inclusive no Brasil, está relacionado a uma série de aprimoramentos na construção de programas maliciosos e, também, a um conjunto de falhas e vulnerabilidades antigas.

Por exemplo, a habilidade do hacking activism está cada vez mais perspicaz com o uso de malwares que escapam das ferramentas de sandboxing tradicionais. A criptologia já é utilizada por agentes mal-intencionados para ofuscar a atenção da vítima e ganhar mais tempo para a promoção de danos. Os ataques de negação de serviço distribuídos amplificados serão uma potencial ameaça cibernética com o advento da Internet das Coisas nos próximos anos. O uso de protocolos de comunicação sem criptografia para dispositivos de IoT. E, por fim, os websites falsos que são usados para sequestrar ou capturar dados e informações, com o uso até de protocolos de segurança digital para ludibriar a confiança do usuário mais experiente.

Em 2017, aproximadamente 62 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes cibernéticos, sendo que as perdas econômicas giraram em torno de 22 bilhões de dólares.

A segurança digital hoje se tornou uma área estratégica mais latente no mundo corporativo e governamental. No setor privado, adotá-la é uma vantagem competitiva perante empresas que não estão preparadas para se defender de um ataque cibernético. Já para o governo é uma demonstração de soberania para a comunidade internacional.

A cibersegurança alterou o paradigma do mundo dos negócios, por isso, é importante e necessário refletir o quanto da sua estratégia de competitividade envolve a segurança digital.

Rodrigo Cardoso Silva
Presidente e Diretor Digital da Turing Security

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