Empreendedorismo Feminino

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Com o objetivo de discutir as dificuldades e motivações das mulheres empreendedoras da nossa região, realizamos no dia 21 de março um encontro unindo as líderes dos grupos da Baixada: Patrícia Almeida do Café com Empreendedorismo, Tatiana França do Amigas Empreendedoras da Baixada Santista e Fabiana Gonçalves Neves do Empreendedoras 013.

Pudemos identificar que como no cenário geral, também o empreendedorismo feminino cresce pela crise e o aumento do desemprego, porém nota-se que muitas vezes a mulher é mais prejudicada, seja pela ideia de que sua renda não é a principal da casa ou porque chega a maternidade e o empregador pensa que os problemas serão maiores do que os benefícios de tê-la na equipe.

As motivações de empreender normalmente têm a ver com a questão financeira, mas também com a busca pela flexibilidade de horários e a possibilidade de desenvolver algo que realmente gosta. Este movimento acaba por aumentar a representatividade do sexo feminino em cargos de liderança Brasil afora, ainda que seja em sua maioria nas pequenas e médias empresas criadas por elas.

Segundo Fabiana, as áreas de atuação das mulheres ainda se restringem em boa parte à beleza, culinária e artesanato. É mais difícil encontrar mulheres empreendendo na área da tecnologia, por exemplo. Patrícia ressaltou que muitas transformam seus hobbies em negócio, mas nem sempre buscam a capacitação necessária para gerir tudo que vem pela frente. Muitas vezes há até dificuldade em saber se o preço de venda está apropriado.

Tatiana comentou que a participação das mulheres em redes e grupos de empreendedorismo acaba por ensiná-las a desenvolver parcerias. Segundo ela, algumas inicialmente têm medo de compartilhar experiências com outras mulheres do ramo, mas acabam por perceber que a união pode ser o trampolim para o crescimento.

Mais do que qualquer dificuldade oriunda do papel ocupado pelas mulheres através dos séculos, Patrícia, que é psicóloga, reforçou que muitas têm um medo inconsciente do sucesso. Em parte, fruto de crenças limitantes que foram adquirindo ao longo de sua criação.

Para encerrar o painel, Andrea Sarno palestrou sobre o conceito de tempo livre e a ansiedade generalizada vivida nos dias de hoje. Seu recado foi um alerta para que tenhamos um olhar mais carinhoso com nós mesmas, valorizando momentos simples como tomar café com uma amiga ou olhar a paisagem por onde andamos.

A imagem da mulher maravilha que trabalha 12 horas por dia, é o alicerce da família e está sempre perfumada nos persegue. Tendemos a acreditar que nosso tempo só começa depois que tudo isso estiver feito. E normalmente esse momento não chega.

Ficou claro em nosso bate-papo que, além de lutar por direitos iguais no mercado de trabalho, precisamos conhecer nossa essência e descobrir o que nos faz realmente felizes. Aliás, seja no cenário feminino ou masculino, todos precisamos começar mudando por dentro para termos equilíbrio e conquistarmos o que desejamos lá fora!

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Aline Bottacin Brito é turismóloga com pós-graduação em Administração. Trabalhou no Walt Disney World Resort e na Air France e hoje atua como gerente administrativa e community manager do Espaço Certo Escritórios Prontos.

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