O que conseguimos antecipar sobre o futuro do trabalho?

É possível prever o futuro do trabalho? O ano de 2020 serviu para mostrar que previsões desse tipo podem não ter 100% de eficácia, pois a qualquer momento podemos ser atravessados por acontecimentos de escala mundial capazes de mudar completamente o rumo das coisas.  

Com a pandemia do COVID-19, a sociedade precisou se reorganizar em diversos setores. Visto a necessidade de evitar a propagação do vírus, evitar aglomerações e ambientes com alta concentração e trânsito de pessoas tornou-se algo essencial. Shoppings, cinemas, academias, bares e outros ambientes que antes faziam parte da rotina começaram a esvaziar – e em alguns casos até mesmo terem suas atividades suspensas por longos períodos. Mas as mudanças não pararam por aí.  

O trabalho foi um dos setores mais afetados pela pandemia. Para entender um pouco sobre essas mudanças e o que pode ser apontado como o futuro do trabalho, continue lendo esse post. 

Sai o escritório, entra o ambiente doméstico 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que em setembro de 2020, 7,9 milhões de pessoas estavam trabalhando remotamente no Brasilhome office se tornou algo comum e presente não só no vocabulário, mas no dia a dia de muita gente. E junto com ele, as vantagens e desvantagens de se trabalhar em casa. 

Chamadas de vídeo feitas do quarto ou sala sendo interrompidas pelos outros moradores da casa; interrupções sonoras inusitadas de obras na casa do vizinho ou na rua; a conciliação entre o trabalho com a educação dos filhos vivida por alguns pais e mães; Esse são apenas alguns dos exemplos de desafios que surgiram desde o início da pandemia para quem passou a trabalhar de casa. É notório que algumas pessoas enfrentaram com resistência a mudança de ambiente e passaram a ter rendimentos menores e até desenvolveram problemas de saúde, como o burnout. 

Apesar das dificuldades, muitas pessoas encontraram no home office muitos pontos positivos. E não estamos falando apenas da possibilidade de trabalhar de pijama ou transformar as horas que antes eram gastas no transporte público para dormir um pouco mais. 

Empresas passam a perceber novas possibilidades 

Grandes empresas e empreendedores já perceberam que o futuro do trabalho pode estar na flexibilização de jornadas e investimento no setor digital 

Em pesquisa publicada no portal da revista Istoé no último ano, estimou-se que houve uma economia de 15% para as empresas que investiram no regime de home office, levando em consideração gastos com a manutenção do ambiente físico. 

Talvez estejamos acompanhando uma movimentação que tem tudo para continuar mesmo após o fim da pandemia. A XP, grande empresa do mercado financeiro localizada no centro financeiro de São Paulo, trocou os seis andares que ocupava em um edifício na avenida Juscelino Kubitschek por uma nova sede no interior, na cidade de São Roque. Além disso, a empresa investiu no home office permanente. 

Outra empresa do ramo financeiro, a fintech Creditas, abandonou a rotina de ida ao escritório de segunda à sexta. Isso porque segundo o seu fundador, já não faz mais sentido que seus 1.800 profissionais passem até 3 horas no trânsito em um dia sem reuniões. 

A aposta na flexibilidade para o futuro do trabalho 

Como já foi mencionado anteriormente, grandes empresas e empreendedores estão revendo seus modelos de trabalho e investindo mais na flexibilização de jornadas e no setor digital. Ainda que exista uma expectativa de retorno aos escritórios após a pandemia, alguns estudos já apontam que o home office deve se manter em algumas áreas da economia. É a partir desse movimento e discussões sobre o futuro do trabalho que os espaços de coworking começam a ganhar espaço. 

Com a flexibilização de jornada dos profissionais, investir em modalidades de trabalho onde alguns dias serão em casa e outros no escritório, muitas empresas passaram a enxergar os coworkings como opções mais econômicas e vantajosas. Isso porque os espaços de coworking promovem a liberdade, comunicação, flexibilidade, autonomia e o networking de seus usuários. 

Todas essas características podem ser apontadas como essenciais para os profissionais no futuro do trabalho. De olho na tendência, espaços de coworking que já ofereciam o serviço para empresas, passaram a investir ainda mais em suas estruturas a fim de trazer mais comodidade e experiências completas para seus clientes. 

Cansados do isolamento social provocado pela pandemia, mas inseridos nesse modelo híbrido de trabalho, muitos profissionais podem encontrar nos coworkings um investimento eficaz e alinhado com o futuro do trabalho. 

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